Leilão da Cerâmica Imbituba é marcado e leitor sugere campanha para parque municipal nessa área

O Judiciário anunciou novo leilão da extinta Indústria Cerâmica Imbituba-ICISA. Seus ex-empregados, quase 400, aguardam ansiosamente a venda do patrimônio para verem quitados seus direitos trabalhistas, pois perderam seus empregos e não receberam salários atrasados e verbas rescisórias.
Em 2010 já ocorreu um leilão, mas ninguém ofereceu o preço mínimo, R$ 7,5 milhões.
A avaliação de todo o patrimônio que vai a leilão e que está distribuído por várias cidades é de cerca de R$ 25 milhões - atualizado até março de 2013. 


Em 2009, um tal de Grupo Colleman aterrissou em Imbituba, "comprou" a Cerâmica, distribuiu esperanças, enganou políticos, foi embora, não pagou ninguém e deixou algumas centenas de desempregados desesperados.
É incrível como a cidade atrai esse tipo de empresário! É surpreendente como são acolhidos!

Nesta semana, recebi uma mensagem eletrônica do leitor Celestino Nesi Filho, cujo conteúdo era o seguinte:

ICISA - foto Notisul
Gostaria que o Blog Pena Digital, visse da possibilidade de fazer uma campanha, para que se
fizesse onde hoje está o TERRENO DA CERÂMICA um parque verde, como têm as grandes cidades - Porto Alegre (Parque da Redenção - foto acima) Rio de Janeiro etc. Seria o pulmão da cidade no futuro, antes que os tubarões e imobiliárias construam espigões que tirem a visibilidade da praia.
Como tem as indenizações a ex-funcionários, os governos municipal, estadual e federal poderiam comprar o terreno, para pagar essas indenizações.

Eu disse a Celestino que não acreditava que seria possível hoje uma união de forças politicas para que esse parque fosse construído, até porque faltam apenas dois meses para que o leilão ocorra, e não haveria tempo suficiente para uma mobilização popular de modo a forçar o Poder Público a analisar esse projeto.
Se houvesse essa campanha há um ou dois anos atrás, acredito que haveria uma esperança.
Vejo que a maior dificuldade é como efetuar essa transação com dinheiro público, já que os trâmites são demorados e os trabalhadores esperam o leilão para receberem imediatamente o que é de direito.
Será que a campanha não prejudicará os trabalhadores?
De qualquer forma, utopias podem se transformar em realidades e não custa tentarmos.
Foi o que eu disse a ele.

Parque da Redenção: 370 mil m². Área da Cerâmica: 75 mil m².

Imbituba não tem uma praça bonita, um lugar que atraia a população durante o ano inteiro. A praça Henrique Lage, que foi originariamente planejada por quem lhe dá o nome, foi atrofiada posteriormente, quando retiraram do projeto toda a área que se estende desde a prefeitura até o Residencial Tatuíras. Coisas de Imbituba, de uma cidade pequena até quando pensa em projetos futuros, e não consegue preservar o que foi projetado pelo maior ícone de sua História. O que temos planejado para a qualidade de vida em nossa cidade, para daqui a 20, 30, 40 anos? Nada!
A especulação imobiliária é enorme e o desenvolvimento sustentável é ignorado ou não fiscalizado.

Tenho certeza que a ideia de Celestino não seria utópica, se estivéssemos em um país desenvolvido, onde parques e praças são instrumentos necessários para a qualidade de vida da população na cidade.
E sei, contudo, que o município não possui condições para sozinho abraçar esse projeto.
O governo do estado, coitado! Se não fosse o governo federal emprestar alguns bilhões de reais para não parar de vez...!
Só restaria o governo federal, mas desse não espero nada para isso.

Bem, o que me consola é que ainda existem pessoas como Celestino, um gaúcho que aqui fincou o pé e que sonha em ver e ter uma cidade bonita, planejada, sustentável e com qualidade de vida. Ufa! Não estou sozinho!


(A imagem no corpo do texto é de André Mota)

Um comentário:

  1. Sergio concordo contigo, qualquer medida que possa retardar o recebimento dos direitos trabalhista dos ex empregados deve ser evitado.
    Conheço bem o Parque Farroupilha, muitos finais de semana da minha infância e juventude passei ali andando de bicicleta ou barquinho, percorrendo os recantos típicos como o Alpino e o Japonês, adorava visitar o mini zoo que lá existia e a uns três anos levei minha filha e o namorado para conhecer, que tristeza, já não era um mini e sim um micro zoo. Recentemente fecharam o intenso movimento de veículos que passam por ali prejudicavam os animais.
    Os recantos estavam abandonados, sujeira por todos os lados, fezes humanas espalhadas, mendigos e sem teto dormindo atirados pelo chão e a noite não é aconselhável passar por lá, drogados, assaltantes e homossexuais que se vendem e também são drogados por lá circulam e tomaram conta isto sem contar o baixíssimo sub mundo da prostituição. Após os finais de tarde não é seguro trafegar por lá, inclusive até pensaram em cercá-lo. Esta parte que aparece na foto com o Arco em homenagem aos pracinhas é segura durante o dia e muito freqüentada nos finais de semana.
    A geração de agora não tem como desfrutar livremente de espaços semelhantes, temos que lutar para que nossos dependentes, no meu caso os netos, possam, e para isto é necessário educação e cultura, um novo estilo de vida dentro da modalidade existente, mas com um modelo de família e sociedade correto, com respeito, dignidade e honradez.
    Os jovens de hoje em uma grande escala não conservam estes espaços e se vangloriam de depredá-los. A polícia não tem condições de patrulhar grandes áreas para dar segurança a população e o terceiro extrato da população desamparada e oriunda do quinto extrato da sociedade ou das famílias desajustadas, sem educação, cultura, moral e educação religiosa faz destes locais sua área de domínio. Para mim meu amigo, se não investirmos mais em educação, cultura e saúde, num futuro bem próximo teremos nas grandes cidades aqueles espaços que vemos nos filme policiais que são dominados por marginais.

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